quarta-feira, setembro 06, 2006

HISTÓRICO DA FORMAÇÃO E EVOLUÇÃO DO DISTRITO DE TURIBA DO SUL

I- FORMAÇÃO PATRIMONIAL E RELIGIOSA

O patrimônio de Turiba, que anteriormente era denominada FAZENDA VELHA, começou a se formar em 08/12/1892, a partir do empenho de Pedro Raimundo Pimenta, conhecido por Pedro Carapina, e de João Geraldo de Lima. Mas sabe-se que as terras de Turiba já eram habitadas antes, já que Pedro Mariano de Oliveira ali nasceu em 1878 e faleceu em 1961.
Os dois (Pedro Carapina e João Geraldo) haviam chegado de Queluz (SP), junto com a comitiva de Camillo Sabino de Macedo, dono da então Fazenda Ponte Alta. Ele também viera de Queluz anos antes. É provável que Camillo Sabino de Macedo seja o dono original das terras de Turiba, já que em relatos feitos por Maria Paulina da Conceição, citados por sua mãe, Francisca Maria da Conceição, existia um fazendeiro local, proprietário de escravos, conhecido por Macedão.
Os iniciadores do povoado de Turiba, junto com João Batista Vaz, uniram-se para organizar 35 alqueires de terra na Fazenda Velha (onde hoje é Turiba) e no dia 08/12/1892, foi levantada a primeira cruz feita por Pedro Carapina e Antonio Joaquim Pinheiro, este conhecido por Antônio Francelino. No mesmo dia foi rezado o primeiro terço aos pés da cruz, e feito o primeiro leilão, com grande número de sitiantes em baixo da mata. É curioso notar que Dona Candinha (mãe de Dona Vedica, e avó de Dona Luiza Vidal e de Lourdes Chaves, por exemplo),que faleceu com cerca de 105 anos nos anos de 1980, foi citada pela Sra. Donga, por dizer que no lugar onde está a Turiba existia um cruzeiro de madeira apenas, no meio do mato.
Só havia meio alqueire de terreno limpo, onde foi levantada uma capelinha de madeira e barro, feita por Pedro Carapina e seus filhos. Pedro Carapina sempre exerceu o cargo de membro da Comissão do Patrimônio de Turiba, até seu falecimento, aos 85 anos de idade. Também dirigiram os destinos da nascente comunidade figuras como Mariano José de Oliveira (Mariano Heleodoro), pai de Pedro Mariano de Oliveira, e avô de Pedro Mariano de Oliveira Filho, José Vidal César(José Mariano), João Vidal de Oliveira (João Mariano)e Mariano de Oliveira (Marianinho).
Consta que a primeira missa rezada na então capelinha foi realizada pelo Padre Augusto Décio Chefalo, no mesmo dia. Padre Chefalo serviu à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Lavrinhas (Itaberá), entre 08/07/1884 e 25/12/1894.
José Cilico Gonçalves, em relato escrito de próprio punho, datado de 07/11/1975, fala que o patrimônio original era de 15 alqueires, situado na bifurcação do córrego da máquina de Zeca Heleodoro, como o Ribeirão do Guardado, à margem esquerda do Ribeirão Furquilha. É na junção dos ribeirões Guardado e Furquilha que nasce o povoado de Fazenda Velha.

A igreja feita de alvenaria seria construída graças ao empenho de Franz Sabec e sua família, vindos de Liubliana, Eslovênia, que então fazia parte do Império Austro – Húngaro; daí o fato de dizer que eram austríacos. Franz Sabec ficou mais conhecido pelo nome abrasileirado de Francisco Chaves Louro, popularmente Chico Louro. Ele foi convidado a fazer parte da comissão do povoado, e pouco tempo depois, pôs-se a campo, viajando a cavalo, durante vários dias, para angariar fundos para a construção de uma igreja maior, além da promoção de leilões e festas.
Foi o próprio Chico Louro quem emprestou um carro de boi e dois animais para transportar a areia e a água em barris até o local da construção, já que não havia outra forma de ser transportada.
Com o fim dos recursos em dinheiro, antes do término da construção, Chico Louro tomou emprestado dinheiro a juros, usando seu próprio nome e empenhando seu único bem como garantia, um pequeno terreno.
O pedreiro era Gualtiero Tonini, que deu andamento à obra, enquanto Chico Louro continuava angariando fundos. Em fins de 1925, a igreja ficou pronta.
As letras de câmbio dadas em garantia da dívida por Chico Louro foram resgatadas e ainda sobrou uma quantia orçada em treze contos de réis. Cabe notar ainda que a atual igreja não é a mesma citada, já que foi reformada e ampliada após ser atingida por um raio. O trabalho de reconstrução foi comandado por José Vidal César (Zé Mariano),em 1968. Roque Loureiro de Almeida foi o tesoureiro, indicado por José Vidal César. As doações foram registradas em livro-caixa. O construtor chamava-se Luiz Emílio de Oliveira, de Itapeva. Os tijolos foram feitos na olaria da fazenda de Fatsuo Takeda (Antonião Japonês), próxima ao Bairro Cerrado.

3 Comments:

Anonymous sergioloureirolisboa@ig.com.br said...

EXCELENTE TRABALHO,NOVIDADES PARA NOS TURIBANOS,E FONTE DE PESQUISA PARA AS PROXIMAS GERAÇÕES,PARABENS MARCELO,PARA VOCE E AO TIÃO.RESGATEM A HISTORIA PARA PRESERVAR A CULTURA.ABRAÇOS.

9:32 PM, setembro 17, 2006  
Anonymous Ritoca said...

parabéns...parabéns...excelente iniciativa...acho que o Tio Tadeu pode te ajudar. Vou falar com ele.
Marque uma entrevista com a minha mãe, Tia Lúcia.
Você tem um cronograma de perguntas? Caso positivo passe para mim por emai...assim posso conversar com algumas pessoas e te ajudar...esse trabalho merece todo apoio..Ah! Tem o Tio Matias também.
beijos...conte comigo.

2:36 PM, setembro 21, 2006  
Blogger Unknown said...

Parabéns pela obra positiva levando história e conhecimento a todos ....
Eu até então não sabia

11:06 PM, setembro 17, 2018  

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